Como surgiu o Prêmio?

O Prêmio surgiu como gatilho para a criação de matérias positivas sobre motocicletas e bicicletas. Os veículos poderiam ser retratados também nas áreas de comportamento e economia dos jornais, com perspectiva positiva e como meios de transporte importantes para lazer e locomoção.

 

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Por que vale a pena participar?

Ser finalista ou vencedor do Prêmio Abraciclo de Jornalismo significa um reconhecimento público para todo jornalista que aborda temas relacionados ao setor de duas rodas no Brasil. É um diferencial que vale para a carreira toda.

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Como surgiu o Prêmio?

 

A Abraciclo foi criada em abril de 1976, inicialmente focada em bicicletas e  ciclomotores. Em 1980, com a adesão das fabricantes de motocicletas, a entidade estendeu sua atuação também para estes tipos de veículos, além de motonetas e similares. Na época, os veículos de duas rodas eram de pequeno porte e costumavam ser utilizados muito mais para lazer e, de certa forma, demonstração de maior status social de seus condutores.

A indústria cresceu rapidamente em seus primeiros anos, passando de aproximadamente cinco mil veículos produzidos, em 1975, para mais de 145 mil unidades, em 1980, dando abertura à mudança no perfil do setor e intensa profissionalização. Entretanto, a motocicleta ainda era vista com estranheza por grande parte da população, apesar de estar ganhando espaço no mercado. A década de 1980 foi marcada pela crescente adaptação dos produtos às novas necessidades dos consumidores e em um contexto de constantes oscilações na produção e venda, decorrentes das dificuldades econômicas enfrentadas pelo Brasil.

O crescimento rápido da demanda pelos veículos de duas rodas, a necessidade da prática da pilotagem segura e o enfrentamento da instabilidade econômica levaram a Abraciclo a uma revisão de seus objetivos e forma de atuação. A diretoria da entidade decidiu, então, contratar executivos que atendessem à demanda por novas atividades.

Com a entrada do Jorge Ubirajara e Franklin de Mello, foi aprovado um tripé de ações composto por Seminários e Congressos + Salão Duas Rodas + Prêmio Abraciclo de Jornalismo.

A ideia era dar mais visibilidade à associação, encorajar discussões junto ao governo e a sociedade, incentivar a geração de conteúdo sobre o segmento, atrair investimentos em infraestrutura e regulamentação, e, a partir disso, proporcionar maior destaque ao setor em ascensão.

O Prêmio seria um gatilho para a criação de matérias positivas sobre motocicletas e bicicletas. As primeiras, que só saíam nas páginas automotivas como subtemas e enfoque ao uso do produto em esportes e lazer, poderiam ser retratadas também nas áreas de comportamento e economia dos jornais, com perspectiva positiva e como meios de transporte importantes para lazer e locomoção. Já as magrelas poderiam sair da categoria ‘brinquedo’ e passar para a de veículos sérios que contribuiriam para a mobilidade da população e transporte de carga.

Um dos importantes diferenciais do nosso prêmio seria valorizar os profissionais de jornalismo de regiões com menos enfoque, como Norte e Nordeste do Brasil, saindo assim do eixo Rio–São Paulo.

O presidente e fundador da Abraciclo, Bruno Caloi, empenhado em receber a aprovação da diretoria na época, tinha certeza de que o tripé de ações seria um case de sucesso. E estava certo.

Com o projeto aprovado, a Abraciclo contratou uma clipadora, Lux Jornal, que começou a guardar todas as publicações sobre o setor. No final daquele primeiro ano, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas, presidido por Audálio Dantas, formou-se uma comissão julgadora com os jornalistas mais renomados da época, como Boris Casoy, que analisavam todo o conteúdo disponível.

Feita a seleção, os veículos escolhidos eram comunicados que suas matérias estavam concorrendo ao Prêmio Abraciclo de Jornalismo. Com isso, os jornalistas poderiam inscrever artigos além daqueles pré-selecionados. A divulgação era feita através de publicação em jornal e envio de cartazes às redações.

O evento de premiação começou como uma festa no Hotel Hilton, em São Paulo, e tinha como principais prêmios viagens internacionais. Tratava-se de um acontecimento destacado do setor jornalístico, que trazia pessoas de todas as regiões do País.

Foram realizadas seis edições, de 1981 a 1987, consolidando a importância do Prêmio para o reconhecimento do talento e da criatividade dos jornalistas ao mostrarem o uso dos veículos de duas rodas nas vias das cidades e estradas brasileiras. Todavia, o contexto econômico severo acabou levando a premiação a seguidas reduções de seu investimento, a ponto de precisar ser reavaliada e, temporariamente, suspensa.

A Retomada

A ideia de reativar o Prêmio ocorreu no aniversário de 30 anos da Abraciclo, ocorrido em 2006, coincidindo com a comemoração do volume de 1,4 milhão de motocicletas produzidas. A partir de seguidas reuniões da diretoria da entidade, presidida por Paulo Takeuchi, finalmente a retomada do Prêmio surgia depois de 19 anos.

Em conjunto com a assessoria de imprensa e o empenho do saudoso Sérgio Duarte, o Prêmio renasceu com novas categorias, outros valores da premiação e condições diferenciadas. Ou seja, a premiação ressurgiu em uma versão totalmente nova.

Os 30 anos da entidade e o retorno do Prêmio Abraciclo de Jornalismo foram celebrados, naquele ano, com uma animada festa. A reação veio logo em seguida: muitos jornalistas se interessaram pela iniciativa e questionaram qual seria a periodicidade efetiva da premiação.

Após seguidas reuniões realizadas pela entidade com seus associados e com a Comissão de Comunicação, ficou decidido que o Prêmio Abraciclo de Jornalismo teria periodicidade bienal e, para se tornar ainda mais atraente e celebrado pelos jornalistas do Brasil todo, a sua solenidade de entrega passaria a coincidir com a realização do Salão Duas Rodas, o maior evento de motocicletas da América Latina.

Este clima de ampla comemoração pela imagem positiva dos veículos de duas rodas demonstra que o Prêmio Abraciclo de Jornalismo ingressou no Século XXI não só para ficar, mas muito mais para evoluir, melhorar e encantar todos os amantes de motocicletas, ciclomotores, motonetas, bicicletas e produtos similares. Afinal, este Prêmio tem que fazer jus ao que mostra com muito talento e criatividade a cada dois anos: o desfile de veículos que não param de revolucionar a mobilidade, o transporte, a geração de renda, o esporte e o lazer dos brasileiros das mais diferentes e distantes localidades deste imenso País.